sexta-feira, 19 de Setembro de 2014

Uma entrevista importante.


Domingos Soares Oliveira, administrador da Benfica, SAD deu uma entrevista ao Económico que achamos merecedora de destaque:



Após divulgar à CMVM um resumo das contas anuais de 2013/14 com resultado positivo de 14,2 milhões de euros, o dirigente sublinha o crescimento das receitas apesar do aumento de custos.
Soares de Oliveira adopta discurso tranquilo quanto à situação económico-financeira do Benfica.
Um exercício positivo após cinco negativos é fulcral para cumprimento das regras de fair-play financeiro?

Não nos passa pela cabeça não cumprir esses critérios, mesmo nos dois anos passados em que tivemos resultados ligeiramente abaixo do breakeven. O destaque nas contas do ano passado é que o Benfica é o primeiro clube português a passar a barreira dos 200 milhões de euros em termos de proveitos consolidados. Para nós representa um crescimento muito significativo e, graças a isso, mesmo com o crescimento dos custos, conseguimos o resultado de 14,2 milhões de euros. Daqui em diante é de esperar que os proveitos continuem a ter uma relevância muito significativa mesmo em termos europeus e que o Benfica continue a cumprir os critérios de fair-play financeiro. 

Nos dados divulgados não estão as estruturas de receitas, gastos, situação da dívida financeira, empréstimos obrigacionistas, entre outros. Como estão esses itens?

Os resultados foram apresentados de modo mais resumido, no caso do universo da SAD, porque o Benfica tem a sua assembleia geral de aprovação de contas no próximo dia 26 e, para esse acto, foram apresentados os resultados não só do Benfica como clube, mas também como detentor da maior parte do capital das várias participadas. Do ponto de vista prático temos de incorporar no Sport Lisboa e Benfica o método de equivalência patrimonial em relação a cada uma das empresas participadas. Logo não faz sentido os resultados da SAD valerem X no clube sem divulgar alguma informação. No final do mês de Outubro, altura da aprovação de contas da SAD, será feito o relatório detalhado. O destaque vai para o crescimento de receitas acima dos 50 milhões, passando de 156 milhões de proveitos consolidados para um valor próximo dos 204 milhões. Aqui o papel das receitas televisivas foi muito importante com um salto de 255% face aos proveitos tradicionais e as outras rubricas, excepto na venda de jogadores, não há variações significativas. 

E os custos?

Mantiveram-se sem grandes variações com excepção de salários do plantel, pois existe grande variação na massa salarial associada aos ganhos desportivos: vencer todas as competições menos a Liga Europa leva a que, da equipa técnica aos jogadores, haja aumento dos gastos com pessoal no exercício. Mas há uma correlação interessante que, por hábito, se pensa ser o inverso: prova-se que é possível conjugar bons resultados desportivos e económicos. 

Os empréstimos obrigacionistas que estão a vencer vão ser renovados?

Depende daquilo que seja o diálogo com as entidades gestoras desses fundos. Até aqui tem havido interesse no chamado ‘revolving', pois os detentores das obrigações ganham dinheiro e para o Benfica é uma fonte de financiamento. Como é sabido há alterações na estrutura de gestão do Novo Banco, nos próximos dias por certo iremos conversar, mas não temos qualquer preocupação sobre esse assunto - se a entidade mantiver a ideia de que é um investimento interessante estaremos disponíveis para o ‘revolving'; caso contrário liquidaremos esses obrigacionistas.

O Espírito Santo Liquidez tem linhas de obrigações do Benfica, no valor de 67,7 milhões, a vencer em Outubro e Dezembro: como vai amortizar esses casos?

Temos posição de caixa confortável, porque o conjunto de vendas do ano passado permite posição forte de tesouraria e olhar para o ano em curso de forma equilibrada, não há necessidades adicionais de financiamento, gerimos bem as coisas com os intercalares da parte da banca portuguesa. Se for preciso um reembolso em Outubro será feito; caso se considere um novo mecanismo de financiamento não há problema. Há em curso investimentos como o papel comercial que tem corrido muito bem: abrimos há alguns anos com 30 milhões, neste momento é de 20, mantém-se a tendência de reembolso e tem havido vontade das partes em renovar porque é vantajoso para todos. 

Há dados novos sobre o empréstimo à SGPS?

Não, nem nos preocupa de forma excessiva. Integra-se na gestão corrente, em certo momento será necessário tomar decisões, mas ainda não chegámos lá.

O ‘project finance' está assegurado?

Não temos qualquer incumprimento em relação aos últimos 12 anos, desde que o estádio está construído. Essa é uma grande vantagem do Benfica quando dialoga com entidades financeiras nacionais ou estrangeiras, ou seja, não representamos uma só imparidade. Como nos dizem, o Benfica não é uma imparidade, mas um tema mediático. Notícias que têm saído são falsas, não há problema com o ‘project finance', o papel comercial mantém-se, os empréstimos obrigacionistas são reembolsados nos prazos, fazemos ‘revolving' de forma natural, temos entidades financeiras a trabalhar com o Benfica no plano nacional e internacional...

Mas aumenta o endividamento...

Sim, mas os proveitos crescem mais depressa. Entende-se que o modelo de desenvolvimento do Benfica necessita de investimento constante na compra de jogadores, isto é, deixámos o cimento (estádio, academia e Benfica TV) e passámos para as pernas, algo que tem de ser renovado. Muitas vezes olha-se para as contas dos clubes e, como no caso do Benfica, diz-se que o passivo aumentou, mas ninguém refere que o activo cresceu muito mais. Procuram-se ‘sound bytes' e nunca ouvi um comentador falar em activos, seja do Benfica ou de outros clubes. Isso tem de mudar, pois as pessoas devem perceber que esta é uma indústria séria com temas sérios e só assim se justifica que, num país em crise, numa Europa em crise, este clube passasse da facturação de 40 milhões, em termos consolidados, há 10 anos para superar este ano os 200 milhões. Somos um dos 20 maiores clubes da Europa, estamos nos cinco melhores do ponto de vista desportivo e não conheço outra empresa que, com resultados destes, seja tratada como um negócio menos sério. 

A dívida financeira era de 296 milhões no terceiro trimestre, sendo 64% de curto prazo. Esse dado não pressiona as necessidades de financiamento?

Não, pois não é uma situação nova. O facto de trabalharmos com instrumentos financeiros com renovação em prazos de seis meses a um ano leva a que analisemos a dívida como sendo de curto prazo, mesmo que não na totalidade. 

Qual é o nível do rácio de gastos com pessoal/amortização de passes face ao volume de negócios?

Está no habitual para o Benfica. Pretende-se que seja entre os 50 e 70% do volume de negócios. Se olharmos do lado da SAD está mais perto da barreira de cima; se for olhado do universo consolidado está muito abaixo dos 50%. 

Os fluxos de caixa têm sido insuficientes para pagar juros. O Benfica está a mudar nesse sentido?

Os fluxos de caixa dependem muito do que são as transacções com jogadores. Em 2012/13, face à decisão de não alienar os jogadores principais, isso representou esforço adicional do ponto de vista de caixa, mas essa situação vai ser invertida com as vendas feitas agora e, mesmo que não quiséssemos, seria preciso por causa do fair-play financeiro. No caso de clubes ricos como PSG e City as multas são só mais um custo, mas para os clubes portugueses não há espaço para esse incumprimento. 

Fechar o Benfica Stars Fund era inevitável?

Termina a 30 de Setembro e havia vários cenários: renovação (fomos cautelosos pois não entendemos até onde irá o ataque aos fundos por parte da UEFA e não controlamos o que aí vem) ou não prolongar, podendo voltar a fazê-lo, pois deve ser visto como diversificação de financiamento. Podíamos deixá-lo chegar ao fim sem renovação e os diversos detentores de unidades de participação ficavam com activos do fundo - jogadores e posição de caixa - e não quisemos que passes como o de Gaitán estivessem repartido por nós e sete ou oito entidades, não seria gerível. Restava a opção de comprar as unidades de participação por preços razoáveis e, ao pagar 28 milhões, não significa que estejamos a valorizar os passes nesse montante. Os passes correspondem a oito milhões e tudo o resto é liquidez e contas a receber que o Fundo tem. Foi um projecto interessante, é um instrumento que bem gerido, com regras claras e informação prestada à CMVM e unidade de participação sempre ajustada, é um sistema equilibrado.

A cedência de jovens formados na Academia é uma estratégia para aposta posterior?

O grande debate para qualquer clube formador gira em torno da transição do futebol jovem para o profissional, mas outro desafio se coloca no patamar de exigência num clube como o Benfica. Em alguns casos, o jogador deve permanecer e fazer mais um ano na equipa B e outros em que não será o sítio certo para os desenvolver, rodando em Portugal ou fora em equipas de topo. São estes os casos de Cavaleiro, Bernardo e Cancelo. Esperamos que essa passagem dê frutos para todos, sobretudo para os jogadores.

São cerca de nove milhões de euros e os assinantes voltaram aos 300 mil após o defeso.
Há um ano admitiu a saída de um jogador até final do exercício. Saíram dois e, depois, Oblak, Garay, Markovic, Cardozo. Alguma razão forçou tantas saídas?

Impacto nas contas de 2013/14 há que separar as transacções até 30 de Junho e as posteriores. São razões de mercado: os clubes portugueses dependem da sua capacidade de realizar mais-valias com venda de jogadores e procuramos a optimização do momento máixmo de valorização. Casos de Rodrigo e André Gomes já estavam muito próximos dessa questão e saíram no momento certo. Quanto aos cedidos no Verão é diferente, pois há casos de final de processo de desenvolvimento de carreira (Cardozo), procurando-se refrescar o plantel com sangue novo e valorização significativa nos próximos anos; outras são casos de bom negócio e, na maior parte dos casos deste Verão, a execução de cláusulas de rescisão, sendo obrigatório respeitá-las.

A saída de Garay pelo preço que foi teve a ver com um compromisso em Janeiro que foi adiado?

Havia interesse em mantê-lo (e creio que não existia compromisso para saída em Janeiro), bem como aos principais activos, decisão tomada no Verão do ano passado, no sentido de alcançar vitórias não conseguidas em 2013. Foi uma decisão de risco controlado, mas Garay estava no último ano de contrato e, entre mantê-lo contra a sua vontade, não realizar qualquer mais-valia ou deixá-lo sair pelo valor possível, o assunto está feito e encerrado.

Entende que os adeptos tenham ficado com a ideia de que o Benfica tinha ‘obrigação' de ganhar a Liga Europa?

O Benfica tudo fez para ganhar a final. Se nos lembrarmos das equipas que ficaram para trás e do dramatismo do jogo com a Juventus, 15 dias antes da final, podia dizer-se que, da mesma forma que o Benfica tinha ‘obrigação' de ganhar a final, a Juventus tinha ‘obrigação' de ganhar ao Benfica que acabou com nove. Mas o futebol é incerteza e, não estando felizes, cá estaremos para voltar a finais e ter mais condições a ganhar troféus.

A BTV teve receitas brutas de 28,1 milhões. Os custos estão perto dos nove milhões como há um ano?

Não houve grandes variações. A estrutura de custos tem a ver com pessoal e compra de conteúdos, pois a produção de jogos, mesmo com imagens de helicóptero, não custa mais de 20 mil euros. A estrutura de pessoal não se modificou, mesmo o lançamento do segundo canal fez-se sem mais pessoal e não houve compra de conteúdos adicionais. Perdemos o Brasileirão, mas talvez venhamos a ter outros conteúdos internacionais interessantes. Logo no primeiro ano, a BTV teve resultados que esperávamos, batendo a proposta da PPTV/Olivedesportos. Não queremos fazer concorrência, mas ir buscar conteúdos que nos permitam pagar com receita adicional que só pode vir por maisassinaturas ou aumento do valor, algo que não está previsto.

Qual é o número de assinantes?

Estamos outra vez perto dos 300 mil, também por acção do Benfica-Sporting no começo. O pico mais baixo foi cerca de 200 mil.

Expansão para outros mercados?

Já temos acordos para 120 países. No caso da BTV foram definidos 12 países no âmbito da Lusofonia e está, por exemplo, em Angola, Moçambique, França, Luxemburgo, Brasil, EUA.


P.S. Em relação ás contas recomendamos a leitura do artigo do nosso amigo José de Albuquerque no excelente blogue Guachos Vermelhos

Jesus, nosso Senhor.


Jesus picou, obteve o que queria e ainda fez o Mourinho ser ordinário na resposta acabando de forma magnânima como um Senhor. 

Se fosse tauromaquia poderíamos falar de 'orelha e rabo com saída em ombros'.



A equipa da "pole position", "muito organizada", com...


..."reforços muito bem pensados para posições chave" e que "resistiu à sangria que outros não evitaram" não ganhou os últimos três jogos e já tem 4 pontos de atraso no campeonato tendo quarta-feira empatado contra a "pior equipa da Champions"?

Vamos lá fomentar uma guerra entre Jesus e Mourinho para disfarçar o mau cheiro que começa a exalar no Lumiar. 

quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

A semana em que Jesus ganhou um 'mind game' a Mourinho


No final, a troca de palavras entre Mourinho e Jesus só tem uma consequência: A valorização de Talisca. 

E quem é que tem o jogador, quem é? 



Não se fazem trocas nem se aceitam devoluções.


Para o ano lá teremos mensagens do Rodrigo e do André Gomes a tentarem convencer o Enzo a ir para o Singapura F.C.




Champions, alcunha do Talisca e selecção by Pinhão



Crónica de hoje da Leonor Pinhão


A caminho da terceira final da Liga Europa
O resultado mais admirável da jornada inaugural desta Liga dos Campeões foi o do jogo Olympiakos-Atlético de Madrid que para o interesse dos benfiquistas foi liminarmente encarado como o jogo Roberto-Oblak. 
Ganhou o Roberto por 3-2 ao Oblak. Este, sim, é um resultado sensacional.
Já no jogo Benfica-Zénite o mais sensacional não foi propriamente o jogo, muito menos o resultado, mas o que se viveu nas bancadas do Estádio da Luz assim que o árbitro norueguês apitou para acabar com aquilo. 
Imediatamente se ouviu um fortíssimo clamor de aplausos para a equipa da casa, a equipa derrotada, como testemunho do reconhecimento por um trabalho honesto e abnegado em circunstâncias de inferioridade muito difíceis de disfarçar.
Com pouco mais de um quarto-de-hora de jogo era flagrante a diferença de poderio individual entre as duas equipas. Nada a obstar, portanto, ao resultado. A fase de grupos da Liga dos Campeões tem sido, por regra, o passaporte do Benfica para posteriores glórias na Liga Europa que, essa sim, é a nossa praia.
Aliás, sem drama e com as mais altas expectativas, já nos estou a ver a caminho da terceira final consecutiva da Liga Europa. 
Pelo carácter demonstrado pela equipa, pela paixão a todos comum e pelo sentido de justiça exibido pelos adeptos, nunca uma derrota me aborreceu tão pouco como a de anteontem. 

Para mim, só para mim, Talisca era Talisca, o Coveiro, antes de Jorge Jesus ter dado cabo da hipótese de o baiano poder ter em Portugal qualquer outra alcunha que não seja D’Artagnan.
E Talisca, o Coveiro, porquê? Porque, num modo cinéfilo de ver as coisas e as pessoas, Talisca tem pinta de coveiro. 
No cinema, tal como os personagens de banqueiros são normalmente representadas por tipos anafados, tal como os personagens de mordomos são normalmente representadas por tipos cheios de classe, os personagens de coveiros exigem sempre tipos longilíneos, desengonçados e com orelhas de abanico.
Na noite de sexta-feira, mais e melhor a alcunha de O Coveiro assentou em Talisca depois de, com três golos, ter enterrado as esperanças do Vitória de Setúbal. Uma equipa de futebol que não tem, metaforicamente, um regular coveiro dos adversários tem poucas hipóteses de sonhar alto.
E uma equipa de futebol que tem entre as suas fileiras um coveiro das suas próprias ilusões muito menos vai a lado algum. Adiante…
Talisca, o Coveiro, assim se manteve, nos meus pensamentos, catalogada a arte do baiano nos dias imediatamente seguintes ao jogo do Bonfim, para mais vendo o Sporting e o FC Porto empatar os seus respetivos jogos sem coveiros que lhes valessem, bem antes pelo contrário.
Depois veio José Mourinho falar de Talisca, The Undertaker, para nos dizer que o jogador brasileiro do Benfica era já bem conhecido em Inglaterra antes de viajar para Luz e que só não está a jogar nas ilhas britânicas por não ter visto de trabalho. Acredito que José Mourinho tenha razão no que disse.
Mas Jorge Jesus é que não se aguentou. É por estas e outras coisas que gosto tanto do nosso treinador. “Conheciam tanto o Talisca como eu conheço o D’Artagnan!”. E tomem nota de que o treinador do Benfica não se referiu ao “Dartacão” da bonecada infantil. Referiu-se ao “D’Artagnan” dos romances de Alexandre Dumas, pai, que é logo outra coisa.
Temos, assim, para todo o sempre Talisca, o D’Artagnan. Adeus, Talisca, o Coveiro. Quem sabe, sabe.

Quem também sabe e sabe muito é o nosso José Augusto, bi-campeão europeu. Vi o jogo Vitória de Setúbal-Benfica a seu lado em Vila Nova de Foz Coa por motivos que coincidiram dos nossos respetivos calendários… cinematográficos. José Augusto foi ao Alto Douro apresentar um filme sobre Eusébio e eu fui lá fazer outra coisa qualquer que não vem para o caso.
Quando Jorge Jesus substituiu Talisca, ainda o Coveiro, depois de o baiano ter feito os tais três golos de rajada, o melhor extremo-direito da Europa na década de 60 do século passado torceu o nariz. “Compreendo o Jesus mas eu não o substituía, quando um jogador está com o pé quente é deixá-lo em campo, quem sabe se não fazia um quarto golo ou mesmo um quinto golo?”.
- Foi substituído para os aplausos – alguém alvitrou.
- Tem 20 anos, tem muitos anos pela frente para os aplausos – retorquiu José Augusto, o grande.
É deste Benfica que gosto.

A decadência do futebol nacional fez mais uma vítima. No caso presente chama-se Paulo Bento. Não é que Paulo Bento seja o melhor treinador do mundo mas basta olhar para a constituição das equipas do Benfica e do FC Porto na última jornada do campeonato – e o Benfica e o FC Porto são os dois únicos clubes portugueses de top internacional – para se evidenciar o, chamemos-lhe assim, âmago da questão.
Nos respetivos “onzes” com que iniciaram os jogos de Setúbal e de Guimarães cada emblema rival apresentou apenas um jogador compatriota de Luís de Camões. No caso do Benfica, o veterano Eliseu. No caso do FC Porto, o adolescente Rúben Neves.
Nem Eliseu nem Rúben Neves estiveram no Mundial do Brasil nem na última convocatória de Paulo Bento, a referente ao jogo que se haveria de revelar desgraçado com a Albânia.
Já o Sporting, que se assumiu no arranque da época como garboso candidato ao título partindo, como anunciou Inácio, da “pole position” para a grande corrida, apresentou seis compatriotas de Luís de Camões na sua equipa titular no jogo com o Belenenses. 
Três deles - Rui Patrício, William Carvalho e Nani – estiveram no Mundial do Brasil a representar, dentro das suas possibilidades, a nossa seleção.
E sendo assim, destacadamente, o Sporting o mais “português” entre os três grandes, conclui-se que esse sobriquet não lhe tem valido de muito nestas primeiras quatro jornadas do campeonato em que já perdeu 6 patrióticos pontos.
Todos sabemos que, face ao império do mercado, qualquer jogador português que seja um bocadinho, e basta um bocadinho, acima da média vai parar ao estrangeiro num abrir e fechar de olhos. E, obviamente, não vão todos para o Real Madrid. 
E não vai nenhum para o Manchester United, para o Barcelona, para o Bayern de Munique, para a Juventus, etc…
O que o futebol português tem produzido, de uma maneira geral, nos últimos anos são jogadores internacionais da segunda linha europeia. Jogadores que cabem no Wolfsburgo, no Málaga, no Dínamo de Kiev, no Desportivo da Corunha, no Lyon, no Fenerbahce. E também uma pequena e simpática legião de jogadores que, ainda não tendo emigrado, representa em Portugal emblemas respeitáveis como o Sporting de Braga ou o Vitória de Setúbal.
Aliás, nesta ponta final da era Paulo Bento, tem sido o Sporting de Braga o grande alimentador interno da seleção nacional. E recordemos que o Sporting de Braga, que ainda na última jornada perdeu com o Arouca, ocupa presentemente o 6.º lugar da Liga portuguesa.
É com isto que o próximo selecionador se tem de confrontar.
Por este conjunto de razões, e quando o país debate com intensidade o nome do sucessor de Paulo Bento, abstenho-me de lançar sugestões. Não é por modéstia. É por comiseração.
É porque, com franqueza, não antipatizo, nem de perto nem de longe, com nenhum treinador português ao ponto de gostar de o ver no comando da selecção nacional de futebol. Ninguém merece.

Revelava este jornal na sua edição desta última terça-feira que o presidente do Sporting, para além de ter ficado agastado com o árbitro do jogo com o Belenenses, ficou também agastado com os jogadores da sua equipa tendo aplicado ao grupo um castigo e peras.
“O presidente do clube de Alvalade optou por não falar com os jogadores nos dias seguintes ao encontro frente aos azuis do Restelo, não se deslocando à Academia nem domingo nem ontem”, lia-se em “A BOLA” de anteontem. 
Castigo ou bênção, no final de contas?

Derley entrou bem no jogo com o Zénite substituindo Lima que anda arredado dos golos e, por isso, tristonho. André Almeida também entrou bem para os quinze minutos finais com os russos. Alma até Almeida! – conhecem, com certeza, a expressão.

quarta-feira, 17 de Setembro de 2014

Isto não é um post a gozar com o Sporting

sacado via twitter ao Nuno Aleixo

É só para lembrar que aquele miúdo que marcou o golo do Marlboro... Marigold... Mariboring ou lá como se chamava aquela equipa aos 92m - 'what a ironic thing' - foi formado com o manto sagrado vestido.

Ah pois, chama-se Maribor acabei de ver mesmo agora no site do "The Guardian" eles também estão confusos mas é com o adversário do Maribor



Fica o beijinho de Luka Zahovic para todos os nossos amigos de Gijon.

O esloveno mais Benfiquista do Mundo.