sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

"Posso até considerar que há fora de jogo..." Pedro Martins

imagem do BenficaPower


Pedro Martins tem razão, desde quanto é que contra o Benfica esse detalhe de 'haver fora de jogo' é suficiente para anular um golo?

Nas televisões todos concordavam que o fiscal de linha devia ter errado porque diziam eles o Rio Ave merecia aquele golo. 

A lagartada vendo indeferida a pretensão de repetir o jogo contra o Schalke04 vai agora pedir à FIFA a introdução do mereçómetro, onde o lagarto de serviço ao microfone avalia as regras do futebol conforme o seu entendimento de merecimento.




P.S. Ó Jota... um dos 10 melhores treinadores do mundo tinha respondido como devia ter respondido a esta pandilha!!! 



Vamos ver se mantemos o último lugar em que nos encontramos


Como dizia ontem a Leonor Pinhão, "o Benfica caiu para o último lugar na tabela do campeonato com 1 ponto de avanço sobre o FC Porto e com 3 pontos sobre o Sporting que é o líder isolado da prova."

O futebol tuga atingiu um apreciável nível de alucinação. Dantes a lagartagem e a andruptagem exibiam formas de euforia desmedida quando eram lideres. Agora já fazem festa quando conseguem cheirar o fumo do nosso escape. 

Que continuemos em ultimo a contar do fim é o nosso desejo.







quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

"Vem aí uma nova época dourada(..). Douradíssima." L.P.


Crónica de hoje da Leonor Pinhão

A miséria, sempre a miséria.

O Benfica é tão grande. E muito deve aborrecer os rivais com a sua grandeza. Atente-se neste episódio recente: o Benfica perdeu em Braga, mais vítima dos seus erros, é verdade, do que dos erros alheios que foram à fartazana, o que também não deixa de ser verdade.
Uma consulta à imprensa da especialidade, e não só, nos dias que se seguiram à derrota do Benfica poderá facilmente ter induzido em erro um leitor menos atento ou menos qualificado ou simplesmente mais distraído.
Ao ponto de, confundido, chegar inapelavelmente a esta conclusão:
- O Benfica caiu para o último lugar na tabela do campeonato com 1 ponto de avanço sobre o FC Porto e com 3 pontos sobre o Sporting que é o líder isolado da prova.
Ou não parece?

O Comité de Controlo de Ética e Disciplina – nome pomposo – da UEFA considerou “inadmissível” o protesto do Sporting. 
Assim sendo, o jogo Schalke 04, 4-Sporting, 3 não vai ser repetido nem o clube português terá direito a receber o meio milhão de euros pretendidos a título de indemnização pelo golo sofrido nos instantes finais da partida de Gelsenkirchen em consequência de uma grande penalidade manhosa.
Não espanta em nada o veredicto da UEFA. Outra decisão, aliás, não poderia resultar da reunião do referido Comité sediado na neutral Suíça. O árbitro é soberano e as suas decisões são irrevogáveis. Daí a expressão “inadmissível”. Acontece assim por todo o mundo do futebol. 
O que não deixou de espantar foi o suspense formal criado no nosso país em torno das exigências do Sporting, aparentemente levadas muito a sério, como se fosse possível ou exequível vermos algum dia a UEFA ressarcir da forma pretendida pelo Sporting os valores de um qualquer clube prejudicado em campo.
Foi o absurdo tema tratado tão respeitosamente por cá que conseguiu até entusiasmar uns quantos benfiquistas esta demanda internacional do Sporting junto da justiça europeia. Não por amor, mas por interesse, é óbvio. 
Decidisse a UEFA a favor da repetição do jogo de Gelsenkirchen por motivo de flagrante roubalheira e teria então o Benfica toda a legitimidade para exigir a repetição da final de Turim da Liga Europa de 2014.
E até mesmo para exigir a repetição da final da Taça dos Campeões Europeus de 1963 frente ao AC Milan, tendo em conta que Pivatelli “arrumou” com Coluna numa época em que não eram permitidas substituições. Coluna passou o tempo todo em campo a coxear no relvado de Wembley e Pivatelli não foi expulso como devia ter sido.
E, já agora, poderia ainda o Benfica exigir à UEFA a repetição da final da Taça dos Campeões de 1968 frente ao Manchester United, outra vez em Wembley, tendo em conta que Nobby Stiles, só no primeiro quarto de hora fez duas entradas a pés juntos sobre Eusébio objetivamente passíveis de expulsão ou mesmo de irradiação.
Paciência, fica tudo como estava. A queixa do Sporting não conseguiu impor à UEFA uma jurisprudência revisionista como, aliás, era de esperar.

Aliás, nem o próprio Sporting acreditava numa benesse destas. O Sporting entendeu apresentar uma queixa à UEFA não a pensar no passado mas a pensar no futuro imediato. Foi uma forma de pressão legítima, não temendo sequer o ridículo.
O importante é que os árbitros dos próximos jogos europeus do Sporting tenham conhecimento da indignação que grassou no Lumiar e que se ponham em sentido, com o sentido entre a comiseração e a reparação de injustiças, quando apitarem os subsequentes jogos dos ofendidos.
O mesmíssimo já fez o Sporting este ano nas competições de trazer por casa, as nossas, as internas, e, diga-se, com êxito retumbante. E se pegou cá dentro por que razão não pegará lá fora? São mais espertos e menos impressionáveis os árbitros estrangeiros em comparação com os árbitros portugueses?
O árbitro nacional do Sporting de Braga-Benfica de domingo passado, por exemplo, só teve coragem intelectual para expulsar um jogador bracarense quando já corria o tempo de descontos, isto para não ofender o pranto do Sporting sobre os resultados dos jogos em que os adversários do Benfica se vão fazendo expulsar por acumulação de jogo violento.
A coisa aqui por casa está a resultar.
Veremos como corre lá por fora ou com gente estrangeira.

Luís Duque é o novo presidente da Liga de Clubes. Que seja um mandato próspero e feliz. 
O Benfica votou em Duque. O FC Porto e mais duas dezenas de clubes também votaram em Duque. Houve, no entanto, quem não votasse ou se abstivesse.
Houve também quem acusasse o Benfica e o FC Porto do comando ínvio de todo o processo eleitoral. Do Benfica não houve uma palavra sobre o assunto. Sobre o mesmo assunto, houve do FC Porto palavras do seu presidente. 
Estas mesmas palavras: “Para que se não dissesse que era o FC Porto e o Benfica a dirigir o processo, nós dissemos sempre que não queríamos ninguém ligado ao FC Porto ou ao Benfica.”
“Nós sempre dissemos…”, disse.
Este “nós” é que custa tanto ou mais a suportar do que a derrota em Braga.
Fosse eu supersticiosa e até diria que as duas coisas estavam ligadas.

Jesus falha nos jogos importantes, lê-se. Sim, é verdade, que tem falhado em jogos importantes em Portugal e no estrangeiro. Se, em cinco temporadas na Luz, Jesus não tivesse falhado todos os jogos importantes que falhou, poderíamos já ter festejado cinco títulos de campeão nacional, cinco Taças de Portugal, três Ligas dos Campeões e duas Ligas Europa. E ainda mais uma Taça da Liga, aquela em que falhou em 2013. Em poucas palavras, o paraíso.

A miséria, sempre a miséria. Diz-se que foi a tal miséria impendente que obrigou ao recentíssimo movimento de contra-revolução na Liga de modo a garantir um futuro próspero a todos os clubes associados mais aos seus benévolos parceiros comerciais.
A bem da nação futeboleira, salvem-se os clubes, salvem-se os patrocinadores e salve-se a Olivedesportos se é verdade, como constou, que estavam quase à beira da ruína. 
Que se salve tudo isto e o triplo, se for necessário. Haja dinheiro em caixa para todos. Saúde-se a renascida fartura e as renascidas concórdias. Vem aí uma nova época dourada do futebol português. Douradíssima.
Mas, interrogo-me, se com tantas notas a entrar à catadupa nas devidas tesourarias, com tanta fortuna em emolumentos e em sentimentos, com tanta reestruturação, modernização e êxito empresarial, não conseguirá a renovadíssima Liga dispensar uns trocos para investir em sprays para os árbitros, pobres deles, não terem de perder tempo a discutir com os jogadores o lugar exato onde se forma uma barreira?
Tempo é dinheiro, não é? E é absurdo o tempo que se perde nos jogos da nossa Liga nas marcações dos livres diretos com o passinho à frente e com o passinho atrás, com o árbitro a voltar costas e a ser enganado, com o público pagante a impacientar-se à falta de tempo útil de jogo, isto sim, é que é uma real miséria.
A ver, portanto, se há uma alma caridosa, lá das altas esferas destas organizações, que se lembre de facilitar as tarefas dos árbitros e de corresponder aos legítimos anseios dos espetadores. Para tal, basta perder o amor a uns poucos euritos, agora que até há de sobra graças à nova gestão, e encomendar uma dúzia de sprays de bolso para que nos jogos da nossa Liga a cada livre direto não corresponda 2 minutos de tempo perdido.
Mais protagonismo para o spray e menos protagonismo para os árbitros é uma excelente solução, já internacionalmente aprovada nos palcos dos acontecimentos mais chiques da modalidade. 
Faz alguma confusão que em Portugal, um país apaixonado por modernices, tarde a ser implementado este utensílio tão eficaz e tão alcance das bolsas mais modestas.

O Bayern e o Arsenal querem o Gonçalo Guedes, lê-se. 
Peter Lim, o dono do Valência, quer o Gonçalo Guedes, lê-se.
Nós também queremos o Gonçalo Guedes. Se faz favor.
Gosto

quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

Porque tem sido o Benfica mais forte na Europa League que na Champions?



Esta parece que é, ultimamente, a piada preferida dos anti (jornalistas, andruptos, lagartos e oposicionistas passe o pleonasmo): - "Ah e tal desde que Jesus chegou ao Benfica, vocês na Champions são uma vergonha"

A esta pergunta podíamos responder com duas perguntas:

  • Desde que Jesus chegou ao Benfica qual foi o clube que mais longe chegou na Champions?
  • Desde que Jesus chegou ao Benfica quantas vezes os outros clubes portugueses chegaram aos oitavos ou quartos da Champions?


Mas vamos ultrapassar estes qui pró quó com os anti e tentar perceber o porquê do Benfica ser, de facto, mais eficaz na Liga Europa que na Champions.

A evocação de que na Champions as equipas são melhores é falsa. As equipas que o Benfica tem apanhado na Liga Europa após os oitavos de final são incomparavelmente superiores às que temos apanhado na fase de grupos da Champions (tubarão de cada grupo à parte) e quando não são superiores são exactamente iguais como é o caso do Zenit e do Bayer Leverkusen despachados com vitórias em fases mais avançadas da prova. 

Achar que o Monaco é superior à Juventus ou que o Hapoel Televive é melhor que o Fenerbahce que o Tottenham ou que o AZ Alkmaar é coisa de jornalista desportivo. Quem percebe futebol sabe ver que não é bem assim. 

O problema que ninguém quer focar  porque não cola com a teoria de que Jesus é incompetente é a questão temporal. A Champions joga-se antes da Euroliga. 

É um facto indesmentível que tem sido após Janeiro que o Benfica dispara em termos de resultados isto porque, como todos os anos vende os seus melhores jogadores por números astronómicos, a equipa demora tempo a voltar a estar entrosada. No único ano onde não se venderam os melhores, o Benfica fez 10 pontos na Champions, o que em condições normais daria um apuramento fácil.  

A situação sócio-económica do país obriga a que os principais clubes portugueses vendam as pérolas e voltem a reconstruir planteis em cima da principal competição de clubes e, ou têm a sorte de lhes calhar uns bates-n'avóvs e uns marlboros para irem crescendo como equipa ou será muito difícil passarem aos oitavos.

O Benfica é muito melhor na Liga Europa que na Champions porque quando chegam à Liga Europa já os jogadores e a equipa, têm a tarimba, o estofo, que no inicio das épocas não têm. 

Esta é a conclusão mais simples que ninguém quer tirar.

Se o Benfica tem condições para se bater com o Real de Madrid, Bayern Munique, Barcelona ou Chelsea? Não, nem o Benfica nem mais nenhumas das 237 equipas que participam nas competições europeias e isso não faz dos seus treinadores incompetentes. 


terça-feira, 28 de Outubro de 2014

O pior da derrota de Domingo é o sentir...


... que a SAD encarou o assunto como se de uma banalidade se tratasse. 


Por oposto a SAD sub-andrupta do Braga já expressou a manifestação de repudio ao facto do Talisca não ter sido expulso por ter tocado na cara do André Pinto. Ao que parece para os pedreiros tocar na cara só com força e com os pitons.

E, nós, cá vamos cantando e rindo...

segunda-feira, 27 de Outubro de 2014

Já podemos comentar a arbitragem?


Agora que já passaram mais de 24 horas sobre o jogo de Braga onde já fizemos a necessária catarse de bater no Jesus pelas parvoices que ontem cometeu, estará porventura na hora de comentar a arbitragem de Marco Ferreira.

Comparando serenamente o jogo de ontem na Pedreira, com o da lagartada em Gelsenkirchen facilmente concluiremos que o nível de roubo em Braga foi bastante superior ao da Alemanha.

Sim, o penalti de ditou a derrota lagarta é escandaloso, quase tão escandaloso como o penalti não assinalado sobre o Gaitán ontem aos 90 minutos. A diferença é que enquanto o arbitro russo só cometeu esse erro, o arbitro madeirense cometeu erros em catadupa deixando os pedreiros distribuírem pedrada a tudo o que tinha águia ao peito sem tomar nenhuma medida disciplinar

Ao ter expulsado Danilo apenas aos 91 minutos e por aquilo que foi, e ter deixado Ruben Micael em campo, Marco Ferreira mostrou-se um ferveroso adepto de FCP UFC!

Voltando às reacções: estava à espera desta manhã ver nas primeiras páginas dos 'desportivos' a palavra "Roubo" ou "Roubado" mas parece que isso só seria possível com jornalistas sérios e como se sabe em Portugal, jornalistas desportivos sérios são como os melros brancos, dizem que pode haver mas ninguém os vê!

"O Jesus que não tivesse facilitado e tivesse feitos as duas substituições" - dirão os mais coerentes (e também atrasados) - sim, é verdade, mas essa foi a discussão anterior. 

Se erros próprios ocultassem erros de arbitragem ainda hoje estavam a discutir o enorme frango do Patrício na Alemanha, ou não estavam? 

Se era para resolver os pagamentos a estes ladrões por parte da Liga mais valia o Vieira ter ido jantar a Negrais. O leitão também era excelente, e evitava ser cúmplice do crime!

Mercê da excelente prestação de ontem em Braga...


...protagonizada pelo seu funcionário Marco Ferreira, o F.C. Porto ficou isento da próxima eliminatória da Taça de Portugal.

Já o campeão vai receber o Moreirense e o lagartame vai a Espinho.