segunda-feira, 28 de Julho de 2014

E a partir de agora, quando jogarmos contra o Real...


...de Madrid, Arsenal, Milan, PSG entre outros, podemos dizer-lhes:


"Fly Emirates? Isso no Benfica é pra meninos, pá!!"




Comunicado Oficial:

28-07-2014 13:39

Companhia aérea patrocina Formação

SL Benfica assina parceria com Emirates por três épocas

A Emirates vai estar em todas camisolas de equipas de Formação do Sport Lisboa e Benfica. A parceria foi anunciada, esta segunda-feira, e é válida para as próximas três épocas desportivas.

O acordo prevê que a companhia aérea apareça em todas as plataformas de comunicação do Clube, além de patrocinar as camisolas de todas as equipas de Formação.

A parceria foi celebrada na presença do administrador executivo da Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD, Domingos Soares de Oliveira, e ainda do CEO da Emirates, Hubert Frach.


Se hoje for, de facto, 'encontrado petróleo' na Luz...


...fazia um esforçozito para manter este rapaz!

Mantendo Luisão, Enzo e Lima ficamos com a espinha dorsal do bicampeonato!

domingo, 27 de Julho de 2014

"PT, informações, boa noite. Em que posso ajudar?"


"Boa noite, olhe queria o numero de telefone do Sr.Varela, Silvestre Varela, por favor, é aqui para actualizar o arquivo do jornal que o meu director pode querer entrevistá-lo" pedia o pobre estagiário

"Ó meu senhor, eu não estou a brincar. Tenha lá respeito por quem trabalha, se faz favor... olha-me este a gozar!!!" reclamava o experiente funcionário da PT, conhecedor dos meandros dos jornais.





sábado, 26 de Julho de 2014

Parece que os jogos de pré-temporada só servem...



...para atrapalhar o plano de treinos pré-estabelecido.


Não se pode chamar jogo de preparação a um jogo onde o Jara, para além de jogar ainda tem a honra de apontar uma grande penalidade... chamemos-lhes jogos de atrapalhação.


Uma adivinha para o fim de semana



Para aqueles que acham esta adivinha demasiado óbvia deixem-me que vos garanta: já li alguns ditos benfiquistas defender que o que marcou apenas 3 golos e foi avaliado em 18 milhões é que foi um grande negócio!!!

O outro até é português o que é impensável, porque eles só defendem jogadores tugas quando se compram estrangeiros e nunca assim, a frio, sem preliminares, nem nada. 

sexta-feira, 25 de Julho de 2014

Um 'Mantorras' ainda com os joelhos bons


Já aqui tinha escrito que este era o reforço que ansiava no Benfica. 

Este rapaz, com infância difícil, foi para Manchester sem nunca ter jogado na Liga Portuguesa, escolhido por Sir Alex Fergusson com a indicação de Carlos Queiroz pois viam nele um diamante em bruto.

Bebé nunca tinha sequer jogado a sério numa equipa e de repente estava no campeão de Inglaterra, no todo poderoso Manchester United. Não se conseguiu adaptar mas teve algo que poucas vezes se vê no futebol mundial: a humildade de voltar ao fundo para, com os dois pés impulsionar-se para cima. 

As épocas que fez ao serviço do Rio Ave, primeiro e Paços de Ferreira depois mostram que, independentemente das bocas que por aí andam no ar acerca do seu comportamento, é um rapaz lutador. Ao vê-lo nestas duas últimas temporadas e sem obviamente me passar pela cabeça que pudesse vir para o Glorioso só me lembrava de outro diamante em bruto que tivemos na Luz: Pedro Mantorras. Que tenha a sorte que faltou ao nosso Mantorras, que as lesões não o apoquentem e verão que está ali 'O' avançado tuga dos próximos anos.

Bem vindo ao futuro Bebé.



quinta-feira, 24 de Julho de 2014

Crónica de Leonor Pinhão


Crónica de hoje da Leonor Pinhão



Valha-nos San Gría (e um insulto aos feijões)


Tal como eu vejo as coisas não há jogos a feijões entre Benfica e Sporting seja em que modalidade for. Considero até tal pressuposto um intolerável insulto aos feijões.
Bem me lembro como fiquei feliz numa matinée carnavalesca no antigo cinema Monumental com a vitória do Benfica numa partida de futebol disputada no palco entre cãezinhos equipados a rigor com os jerseys dos dois emblemas rivais. Eu era uma criança, pois era. E há muitas coisas que mudam com o andar dos anos. Hoje só a ideia de animais em espectáculos circenses me causa náuseas e revolta. Mas a ideia de ganhar ao Sporting, essa não.
Vem isto a propósito do jogo da final da Taça de Honra da AFL entre, precisamente, os dois rivais históricos.
Ganhou o Sporting. Olha que chatice. Era um jogo sem grande importância, apenas mais uns noventa minutos de preparação para a temporada que se avizinha, assim teimaram em defini-lo os responsáveis e os jogadores das duas equipas, desvalorizando o resultado. Isto tanto do lado dos vencidos como do lado dos vencedores.
Muito bonito, sem dúvida, tanta espiritualidade e tanto fair-play dos dois lados da Segunda Circular entre vencedores e vencidos. Mas para mim, não, não faz sentido tanto desprendimento da matéria.
A final da Taça de Honra foi transmitida pela Benfica TV. Há coisas estranhas. Tal como a organização do Tour legitimou o inglês como a língua oficial da Volta a França – ah, como eu gostaria de conversar sobre estas novidades linguistas com Carlos Miranda, extraordinário repórter desta casa que durante anos a fio acompanhou o Tour… -, também a língua inglesa é a oficial na Benfica TV.
É verdade que os comentadores se expressam em português. Mas os gráficos inseridos, as informações escritas são em inglês. Assim ficámos a saber que o “referee” se chamava Rui Rodrigues, que o “coach” do Benfica e o “coach” do Sporting se chamam, respectivamente, Jorge Jesus e Marco Silva e que o “goal” da vitória do rival foi obtido por André Martins.
Modernices…
Quanto ao jogo, propriamente dito, o Benfica dominou toda a primeira parte e acabou por sofrer a poucos minutos do descanso. Na “second half” não houve “goals” e ainda bem porque o Sporting esteve sempre mais perto de marcar do que o Benfica. Aliás, fazendo um inútil esforço de memória não me consigo lembrar de nenhuma defesa protagonizada pelo guarda-redes do Sporting no jogo todo. E isto já é dizer muito.
O guarda-redes do Sporting não foi Rui Patrício, ainda em gozo de férias, mas sim Marcelo Boeck que teve uma noite santa ou uma “saint night”, como preferirem. Certamente que foi a ausência de Rui Patrício a explicação mais plausível para a veemente improdutividade do nosso Óscar Cardozo, o falha-pénaltis mais querido do mundo, ou o caça-osgas, como alguns de nós, mais assanhados gostam de o tratar. Com Patrício na baliza, Cardozo é sempre outra música. Esta é uma grande verdade.
Talisca, que jogara bem e marcara o golo da vitória sobre o Belenenses, jogou poucochinho contra o Sporting. Não é para admirar depois de quarenta e oito horas de elogios e de primeiras páginas nos jornais. 
Mesmo assim o brasileiro ganhou o troféu concedido ao melhor jogador da Taça de Honra 2014. Decisão, no entanto, bastante menos discutível do que o troféu para o melhor jogador do Mundial atribuído a Lionel Messi. Politiquices.

De volta às politiquices. E ao Mundial. E às notícias sobre o assunto que ainda se vão lendo nos jornais especializados e não só. Como esta:
O nosso compatriota Pedro Proença acusou directamente Vítor Pereira, o presidente do Conselho de Arbitragem, de não ter mexido uma palha para que fosse ele, o árbitro português, e não um árbitro italiano a dirigir a final do Maracanã, tal como veio a suceder.
Que desilusão. E o pessoal a acreditar que era o mérito que comandava nestas nomeações operativas ao mais altíssimo nível. Não, não é. São os “lobbies” e o seu arrasto de tráfego de influências. O que nos vale é que em Portugal não se passa nada destas coisas.

Conheci em tempos uma pessoa estrangeira e bastante aluada que julgava ser sangria um espanholíssimo Santo de altar e não uma bebida de Verão, muito menos um exaurimento sanguíneo. 
San Gría, julgava ele errada e maravilhosamente. 
Basicamente, era um engraçado.
Sangria pode ser, na verdade, imensas coisas. E até imensas coisas ao mesmo tempo. Por exemplo, e no que diz respeito ao Benfica, a ineludível sangria da equipa do triplete é um exaurimento que se pode vir a revelar abençoado.
Como? Pois não sei se já terão reparado que a pressão da renovação do título – apanágio dos campeões – desvaneceu-se por completo. Basta ler a imprensa especializada. Ninguém acredita que o Benfica consiga reunir, em 2014/2015, uma equipa capaz de conquistar o segundo campeonato consecutivo, coisa que não acontece há décadas. Nem os próprios benfiquistas tendem a acreditar nisso. O campeão que corre por fora, ora aí está a novidade.
É esta a tendência do Verão de 2014. O FC Porto será campeão com uma equipa recheada de nomes feitos e de contratações sonantes dirigida por um treinador especialista em jovens. O Sporting será também campeão da verdade desportiva e não só. Quanto ao Benfica, népia. Ninguém lhe exija nada porque metade da equipa maravilhosa já bateu asas e voou.
Valha-nos, portanto, nesta temporada o nosso San Gría, o santo que vela pelos trambolhões montanha a abaixo que sempre se sucedem à lindíssima escalada montanha acima.

Nuno Espírito Santo vai ter no seu Valência uma plêiade de jogadores muito, mas mesmo muito acima da média. As maiores felicidades para este jovem treinador português, é o que se deseja. Meteram-lhe um Ferrari nas mãos. Boa viagem, mister Santo. Estamos em maré de santos, não há nada a fazer. 

Com o Marselha também não há jogos a feijões. Não tem a ver com o Olympique. Tal como, francamente, não tinha a ver com o Sporting na noite de domingo. Tem a ver com o Benfica. Com o Benfica não há jogos a feijões, ponto final.
Ontem assisti ao jogo numa esplanada repleta de benfiquistas saídos da praia. Desejavam, naturalmente, a vitória das nossas cores. Isto até ao jogo começar. Quando Gaitan fez o 1-0 mais se reforçou essa vontade de vencer. Depois, com o andar da carruagem e do resultado, acabaram todos por ficar felizes por razões estritamente políticas:
- Nesta altura, meus amigos, quanto pior, melhor – diziam.
Eu percebo-os. E dou-lhes razão. Politicamente, em Julho, quanto pior, melhor.