O comentário do nosso amigo Carlos Fontes
Vários aspectos de "não reflexão " mas sim de acção imediata:
1º Creio que não é preciso grande investigação para que se chegue à óbvia conclusão: Exoneração do sub intendente. Processo em curso, ainda na posse da sua Glock e a chefiar a esquadra que investiga o saque ao armazém do Vitória. Inenarrável.
2º A Ministra só deveria ter falado, após a conclusão do tal "Processo Disciplinar" e do(s) Inquérioto(s). Percebo a tentativa de serenar ânimos, mas, além de ter cometido um tremendo erro de concordância semântica "Não se pode nem se deve fazer justiça mediática" - diz-se, não se deve...ou não se deve nem pode..." deve isso sim ter em conta os pontos que aqui vou enumerar.
3º Não é de agora, mas os últimos dias confirmam-me o que sinto há cerca de uma década, as nossas forças de segurança não estão preparadas para o ser no aspecto principal, o psicológico. Esse é o "tronco", o sustentáculo de quem usa por delegação armas de qualquer tipo e que obrigatoriamente tem de estar acima de qualquer suspeita. Não o digo como lugar comum, mas com conhecimento de causa. Tive o privilégio de ser formado por Oficiais que sempre me transmitiram algo como "não é a arma que pode ser perigosa, mas sim quem a usa" . E foi isso que sempre esteve presente para quem formei. O Ministério da Administração Interna obrigatoriamente tem de rever: parâmetros de recrutamento e muito importante, acompanhamento. A PSP em menos de uma semana destrói o que a muito custo tem vindo a consolidar, confiança, total confiança por parte dos cidadãos. Não somos burros, sabemos que é impossível não acontecer um episódio ou outro que confirme a regra.Mas nunca, o que estamos a assistir. É nisto que a Sra Ministra se deve focar e não em lugares comuns ou verdades tidas como absolutas.
4º Como benfiquista. Sobre o saque ao armazém, apenas uma palavra, vergonha. Sobre a arruaça no Marquês, perante tanta informação e contra informação, não consigo ter uma opinião. Apenas senso comum, é facto que em todas as "Claques" existem elementos que usam este tipo de ajuntamentos para confundir anarquia, desvios psicológicos e mesmo (infelizmente) ideologias. É por demais conhecido o expediente de se misturarem noutras cores que não as suas, por problemas pessoais de sociopatas. Existe 1 mês como prazo para o inquérito. Aproveitem a conclusão para de uma vez usarem o método britânico.. .
5º O 5º é uma pergunta retórica, ainda que deteste o método socrático (não, não é o de Elvas smile emoticon ) E a pergunta é: e nas situações em que a TV não está ali? Nessas vezes, a PSP faz o quê? Os agentes policiais que violam os princípios da lei e envergonham a sua própria força, o que lhes acontece? Esta deve e tem de ser a principal motivação do MAI
Duas notas finais,
Este imbróglio permanente MAI vs PSP não acontece felizmente nas Forças Armadas porque simplesmente estas têm (e bem eficaz) um sistema próprio (se bem que com um crescente problema a ser tratado, o bullying a recrutas).
Por fim, estou-me nas tintas para a cor da camisola, naturalmente aqui, tomamos mais rapidamente as dores daquela família, mas teria exactamente a mesma opinião se se tratasse de uma família de outra cor. Já a cor da camisola do sub-intendente ter sido um dos detonadores para o que fez, e se isso se confirmar, mais razão tenho ao dizer, que critérios de recrutamento e acompanhamento tem a nossa PSP. Nem todos são bons, nem todos são maus. A direcção a ser tomada é óbvia. Usar o que existe para prevenir termos quem não pode estar numa força de segurança.
Faz novas amigas, convive:







